sábado, junho 29, 2013

laterais

jamais olharam para o lado.
o lado era, então, o desconhecido,
era o escuro,
era o vazio,
era o fluído.

não teimavam em volta,
procuravam o infinito,
discutiam a política no sartrismo
e o poder no oculto.

nada, ao lado, observaram
buscavam imortalizar o futuro:
fruto nascituro.

se o chão não encerra o equilíbrio,
o sonho não é morte prematura.
se o que vai a margem não importa à criatura
um dia algo sufoca:
uma carta, uma imagem, uma palavra...

é quando tentam mudar o foco
e já não adianta olhar para o lado.

3 comentários:

sblogonoff café disse...

Tem uma metáfora interessante em psicologia que é o Palco. Um palco mesmo, de teatro. Seu spot só ilumina o que clama atenção.
Algumas mães possuem vários spots de luz, mas o encanto dos inícios, das descobertas, concentram em um canto do palco certo feixe de luz.
E o objeto iluminado é o que de mais importante a consciência reconhece, mesmo que à margem existam outros tantos objetos!!!

Bárbara Ramos disse...

Coração, acrescente em seu blog ferramenta de compartilhamento das redes sociai! BJS, TE AMO!

r. aquino disse...

Sabe, escrevi esse poema acerca dessa teoria. E você percebe? Por isso que nesse espaço eu escrevo para você ler.