A poesia transcende o poeta. Nós temos o corpo para limitar e convenções para limitar a alma. As palavras só tem asas, não são como pedras (mineral paralítico!). É por isso que elas se movem, que desenham e traçam painéis. Porém, nem todas as mãos conseguem movimentar palavras assim. Algumas penas escrevem textos tetraplégicos e não comovem. Eis aí a vitória do poeta!
Nascido em Minas Gerais, no primeiro verão da década de 80, sou o caçula, o distante, o distinto, o distraído. Sempre que posso avanço sinais de fumaça, abro portas emperradas, tento contra o meu ignorar mundano. Planos, para que planos(?): prefiro os enganos. Lua vai, lua vem e o mundo nemmmmm! Mas eu sigo na cola do primeiro movimento. Tudo é tempo e o meu tempo é o meu templo! Tentando desfazer margens de signos: mirante!
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A poesia transcende o poeta. Nós temos o corpo para limitar e convenções para limitar a alma. As palavras só tem asas, não são como pedras (mineral paralítico!). É por isso que elas se movem, que desenham e traçam painéis. Porém, nem todas as mãos conseguem movimentar palavras assim. Algumas penas escrevem textos tetraplégicos e não comovem. Eis aí a vitória do poeta!
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